Discutir a implantação de um Instituto Federal de Educação na região
Oeste foi o objetivo de audiência pública realizada na semana que passou em Aberlardo Luz. A audiência foi presidida pela deputada Luciane
Carminatti, vice-presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto.
O debate ocorreu no Assentamento José Maria, município de Abelardo Luz.
Conforme a parlamentar, a vinda ao assentamento busca levantar as necessidades dos agricultores da região e de suas famílias, especialmente no que se refere à reforma agrária. “Estamos aqui para garantir a implantação do IF e de todos os recursos materiais necessários para sua efetiva concretização”.
Altair Lavratti, diretor estadual do MST, esclareceu que o processo
de luta para a implantação do IFSC iniciou no ano passado, quando a
presidente Dilma Rousseff afirmou que haveria expansão de institutos
federais por todo o país. “Indicamos o assentamento José Maria, em
Abelardo Luz, por abrigar um número elevado de famílias e jovens que
vivem nesta região. Já contamos com escola de nível médio com ênfase na
agroecologia e de laboratórios e alojamentos. A expectativa é de que os
órgãos competentes nos ajudem na conclusão deste processo”.
Do debate com a sociedade, gerado durante a audiência, Lavratti
espera que surjam encaminhamentos para o Ministério da Educação e
Cultura (MEC). “Queremos provar a importância elementar do processo de
conhecimento e manutenção das famílias no campo. Não queremos que nossos
jovens caiam no subemprego”.
De acordo com o chefe da unidade avançada do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra), Sérgio Aozani, existem 1.500
famílias assentadas em Abelardo Luz e mais de 400 em Passos Maia,
município vizinho. “São centenas de jovens que terão oportunidade de
qualificação técnica para manterem-se no campo e garantirem a
prosperidade da região”.
O Incra cederá o espaço e continuará atuando como gestor dos
assentamentos. Aozani lembrou que há 27 anos começou o processo de
reforma agrária para colocar na região Oeste mais de 4 mil famílias.
“Temos material humano de sobra para trazer um instituto federal e
preparar as pessoas, principalmente para as questões voltadas ao campo e
à produção de alimentos agroecológicos. É importante a descentralização
da educação para que possamos diminuir os problemas decorrentes da
superpopulação urbana”.
Encaminhamentos
Criar uma comissão para discutir e articular assuntos ligados ao tema; documento com cartas de apoio das entidades presentes a ser enviado ao MEC; audiências junto ao Ministério da Educação e com o reitor do IFSC, Francisco Sobral, foram as propostas levantadas durante a audiência.
Encaminhamentos
Criar uma comissão para discutir e articular assuntos ligados ao tema; documento com cartas de apoio das entidades presentes a ser enviado ao MEC; audiências junto ao Ministério da Educação e com o reitor do IFSC, Francisco Sobral, foram as propostas levantadas durante a audiência.
Luciane Carminatti aproveitou a oportunidade e propôs a criação de
uma moção de apoio aos servidores e professores do Instituto Federal, em
greve.
Municípios beneficiados
Segundo Altair Lavratti, a construção de um Instituto Federal neste local não se limita a servir apenas ao pessoal dos assentamentos. “O Grande Oeste, desde Joaçaba, Catanduvas, Ponte Serrada, Passos Maia até Dionísio Cerqueira, será beneficiado. Todos os jovens interessados neste espaço educacional poderão utilizá-lo”.
O auditório do assentamento ficou repleto de famílias da região, integrantes do Movimento sem Terra, e famílias de comunidades indígenas que se manifestaram a favor da implantação de um instituto de educação superior gratuito e de qualidade.
Municípios beneficiados
Segundo Altair Lavratti, a construção de um Instituto Federal neste local não se limita a servir apenas ao pessoal dos assentamentos. “O Grande Oeste, desde Joaçaba, Catanduvas, Ponte Serrada, Passos Maia até Dionísio Cerqueira, será beneficiado. Todos os jovens interessados neste espaço educacional poderão utilizá-lo”.
O auditório do assentamento ficou repleto de famílias da região, integrantes do Movimento sem Terra, e famílias de comunidades indígenas que se manifestaram a favor da implantação de um instituto de educação superior gratuito e de qualidade.
A maioria não teve oportunidade de concluir nem mesmo os estudos
fundamentais e espera que seus filhos e netos tenham melhores condições
de vida e educação.
Apoiadores presentes
A diocese de Abelardo Luz, representada pelo padre Genuíno Begnini, é uma das apoiadoras deste processo de implantação e integradora da comunidade. Segundo o pároco, “a melhor coisa que aconteceu nesta região foi entregar terras de latifundiários paranaenses e gaúchos, improdutivas, aos trabalhadores sem terra. A diocese se coloca a serviço para dar apoio à concretização do IFSC”.
Apoiadores presentes
A diocese de Abelardo Luz, representada pelo padre Genuíno Begnini, é uma das apoiadoras deste processo de implantação e integradora da comunidade. Segundo o pároco, “a melhor coisa que aconteceu nesta região foi entregar terras de latifundiários paranaenses e gaúchos, improdutivas, aos trabalhadores sem terra. A diocese se coloca a serviço para dar apoio à concretização do IFSC”.
Antonio Inácio Andreolli, reitor da Universidade Federal da Fronteira
Sul (UFFS), disse que a instituição também tem como base movimentos
sociais e acredita que o IFSC soma-se às universidades federais. “Desta
forma, somos apoiadores e, junto ao MST e à Via Campesina, nos colocamos
à disposição para ajudar na implantação do IFSC em Abelardo Luz.
Precisamos fortalecer a escola pública. Precisamos inaugurar um novo
jeito de fazer agroecologia. Este é um movimento que vem da sociedade
para a academia. Com a implantação de um instituto federal aqui, temos a
opção de fazer o contrário e construir conhecimento. Para isso, é
fundamental a expansão da educação”.
Josete Maria Pereira, pró-reitora do Instituto Federal Catarinense de
Blumenau, pronunciou-se com a preocupação de que a construção de um
centro educacional para a região precisa de muita responsabilidade.
“Essa política de acesso e inclusão deve tratar da educação de jovens e
adultos. É muito importante trabalhar a mobilização e a autoestima dos
adultos, a integração com seus filhos”.
Segundo a pró-reitora, o IFSC de Blumenau dará todo o apoio para que a implantação se concretize com muito cuidado.
Também estiveram presentes na audiência o prefeito de Abelardo Luz,
Diomar Fontenelle; a secretária de Cultura da cidade, Jucélia de
Quadros; José Carlos Brancher, representante do Instituto Federal
Catarinense de Blumenau, e a coordenadora do MST da região, Irma
Brunetto.
(Fonte: Imprensa Alesc/Michelle Dias)
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